A pouco mais de duas décadas para se chegar no topo das rádios as letras das musicas precisavam carregar com elas o protesto de uma nação. Toda banda nacional na década de 80 que chegou a fazer sucesso tem em seu repertório ao menos uma canção com a temática "política".
Nos anos 90 a coisa foi relaxando um pouco. O clima festivo começou a tomar conta. Os refrões pegajosos começaram a ficar cada vez mais evidentes. Os versos, antes carregados com verdadeiros poemas, já começam a virar uma simples desculpa para a musica não ser somente refrão.
Na mesma década de 90, no cenário nacional, ainda assim brotavam bandas com algum significado, como O Rappa, Pato Fu, Jota Quest e outros derivados.
Anos 2000 chegando. O oba oba dos acústicos MTV ressuscitando bandas que antes estavam apagadas, mas quem disse que essas bandas voltariam do mesmo jeito?
Capital Inicial, que em outrora carregava em sua bagagem musicas cheias de significados, dos mais diversos motivos e uma postura punk, agora virou uma simples banda pop para encher o repertório já saturado das rádios de nosso pais.
O tema "amor" nunca foi tão presente no nosso rock. Antigamente, em um cd existia uma ou duas baladas, hoje, os cd´s são exclusivos a esse tema.
Os solos de guitarra, antes símbolo do rock, já quase não existe mais. As introduções cada vez mais curtas, para as rádios não "limarem" sua música de seu set list. O refrão, curto como nunca, se repete por várias e várias vezes até o final da musica.
Antigamente para fazer sucesso, você tinha que ser um poeta, hoje, você tem que ser bonitinho e saber escrever um hit preguiçoso.